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Com resistência dos servidores e repressão policial, PEC 18/19, da Reforma da Previdência, é aprovada na Alesp

Após uma manhã de mobilização e resistência dos servidores públicos e muita repressão e truculência policial, foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira, 3 de março, em 2° turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2019, sobre a Reforma da Previdência Estadual.

O intuito de desmobilizar o funcionalismo com o golpe de adiantar a votação da PEC para o período da manhã não deu certo, pois a Alesp foi tomada pelos servidores, que lotaram os plenários, corredores e as entradas, cujo acesso chegou a ser proibido, o que causou a indignação e gerou algumas das ações violentas por parte do contingente policial, com o uso de gás de pimenta, balas de borracha e cacetetes.

Com apoio da Assojubs e do Sintrajus, a Baixada Santista mais uma vez marcou presença para protestar e pressionar os parlamentares a não aprovarem a Reforma da Previdência, que nada mais é do que um ataque aos direitos dos servidores públicos, taxados como os privilegiados e culpados pela falta de orçamento no Estado. O argumento é mais uma falácia do Governo, o verdadeiro responsável pelos problemas econômicos por fazer mau uso de recursos públicos, desvio de verbas e a concessão de isenções fiscais.

Por todos os cantos da Alesp ocorreram manifestações. E, com o reforço da Tropa de Choque, o policiamento reprimiu de maneira agressiva as tentativas dos servidores de entrarem na Casa ou assistirem a votação.

A luta dos servidores na Alesp foi fundamental para o adiamento da aprovação da Reforma, que deveria ter acontecido no ano passado, mas foi suspensa devido aos recursos jurídicos e somente retomada em fevereiro.

A PEC 18/2019 foi aprovada por 59 votos favoráveis contra 32. Agora, a Alesp deverá avançar com o PLC 80/19 (que regulamenta a PEC aprovada) a partir das 10 horas desta quarta, 4 de março.

Lista dos deputados que votaram a favor da PEC 18/2019 e contra os servidores

Algumas fotos foram cedidas pelos servidores e divulgadas pelos deputados