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Encontro Estadual dos Judiciários de São Paulo é realizado em Osasco

No sábado, 15 de fevereiro, servidores de diversas comarcas da Baixada Santista, Capital, Grande São Paulo e Interior, além das entidades representativas, como a Assojubs e o Sintrajus, estiveram reunidos em Osasco, na Associação Cristã de Moços, para o Encontro Estadual dos Judiciários de São Paulo.

A abertura do evento foi realizada pelos dirigentes da Apatej, entidade anfitriã do Encontro, seguida pelas falas dos demais representantes, como a Assojubs e o Sintrajus. Claudia Damião, vice-presidente da associação, ressaltou que a categoria é uma só, apesar de algumas reivindicações específicas das carreiras, e a batalha é de todos. “Somos de um só Órgão, do Tribunal de Justiça, temos que sempre lutar pela unidade, lutar juntos pela Campanha Salarial, pois não é justo continuarmos sem aumento enquanto vemos 16% para os juízes”.

Michel Iorio Gonçalves, conselheiro da Assojubs e coordenador geral do Sintrajus, frisou que deve haver unidade e foco e a resposta para a retirada de direitos e de ataques aos servidores públicos é a greve, citando o exemplo do movimento da categoria petroleira, que segue resistindo apesar da pouca divulgação na imprensa e da multa implicada aos sindicatos pela Justiça. “Temos que construir a unidade, que é urgente. E não podemos ficar presos em palavras, temos que ir para a ação agora!”.

Após a abertura do Encontro Estadual dos Judiciários de São Paulo, ocorreu a palestra de Antônio de Queiroz, jornalista, analista político e diretor de documentação do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), que discorreu acerca das reformas da Previdência em âmbito Federal e no Estado de São Paulo, Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 18/19 e Projeto de Lei Complementar (PLC) 80/19, encaminhada pelo governador João Dória (PSDB) à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e a Reforma Administrativa.

Para Toninho do Diap, como é conhecido, a visão do atual Governo é de que há excessivos direitos e os servidores públicos ganham muito e trabalham pouco, portanto é preciso reduzir a máquina pública para acabar com tal situação. E a população apoia as reformas porque não percebe os reflexos negativos sobre os direitos dos trabalhadores e daqueles que dependem da prestação do Estado.

Em São Paulo, com o aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14%, os servidores que ganham menos serão os mais afetados. De acordo com o palestrante, outra questão preocupante é em relação à paridade, pois o texto dá margem para interpretação, não é claro.

Das informações prestadas no Encontro, Toninho fez um apanhado e disponibilizou o material, que pode ser conferido aqui: Clique para o resumo da palestra de Antônio de Queiroz.

A segunda parte do Encontro foi com a discussão da pré-pauta de reivindicações da categoria pelos presentes, as bandeiras de luta e motes da Campanha Salarial 2020. O texto provado foi o seguinte: Clique para a pré-pauta, bandeiras de luta e motes.

O calendário tem na programação:

– 18/2 (terça), Plenária das Centrais sobre o Serviço Público, 17 horas, no Sindicato dos Engenheiros (Rua Genebra, 25);

– 08/3 (domingo), Dia Internacional da Mulher, Ato Unificado na Avenida Paulista (SP);

– 18/3 (quarta), Assembleia Estadual dos Judiciários, 12h30, na Pça. João Mendes (SP);

– 18/3 (quarta), Ato Unificado no Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações pelo Serviço Público, Centrais e Entidades Sindicais, 16 horas, Av. Paulista (SP);

– 1/4 (quarta), atos e reuniões nos Fóruns;

1/5, Manifestações e Atos do Dia Internacional dos Trabalhadores, convocação unitária das Centrais;

– Ações na Alesp contra a Reforma da Previdência, acompanhar os andamentos às terças, preparação de atos, manifestações e ocupações unificadas.