31 de março, dia de mobilizações e paralisações na Baixada Santista

Mais um dia de luta contra as reformas da Previdência, trabalhista e contra a terceirização total e irrestrita está acontecendo nesta sexta-feira, 31 de março, na Baixada Santista. No Judiciário Estadual, coordenadas pela Assojubs e Sintrajus, ocorreram mobilizações em frente aos fóruns de Santos e São Vicente, além de atividades em Cubatão e Praia Grande.

As mobilizações tiveram início logo pela manhã com o atraso da entrada dos petroleiros em seus turnos de trabalho na Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) e na Alemoa, além dos metalúrgicos, que realizaram um protesto às portas da Usiminas.

Entre 10 e 11 horas, foi a vez dos servidores do Judiciário Estadual. Eles reuniram-se à entrada dos prédios das comarcas para protestar contra a retirada de direitos dos trabalhadores promovida pelo governo de Michel Temer (PSDB).

 Ao meio dia, em Santos, as categorias juntaram-se aos servidores municipais, que seguem em greve, e judiciário Federal para um ato unificado na Praça Mauá, convocado pela Frente Sindical Classista da Baixada Santista, coletivo que tem a participação da Assojubs e Sintrajus.

Ao final do dia, com concentração às 17 horas na Estação da Cidadania, em Santos, haverá outro ato unificado com possível caminhada até a Praça da Independência, no Gonzaga.

As mobilizações deste dia 31 de março remetem ao Golpe Militar de 64 que tirou do poder o presidente João Goulart. 53 anos depois, as sequelas da Ditadura Militar, ainda enraizadas na política nacional, voltam a assombrar a população que vem sofrendo com ataques aos direitos trabalhistas conquistados, repressão a mobilizações sociais e censura.

“Qualquer semelhança com antes de 1964, talvez não seja mera coincidência. Pense nisso!”

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