Acesso restrito a juízes: Servidores entendem ser distinção de classes medida tomada no Fórum de San

Indignados com a Portaria Conjunta nº 01/2016 da Diretoria do Fórum de Santos que impede o acesso dos servidores ao prédio central pelo mesmo local de acesso dos juízes (estacionamento/garagem), os funcionários da Comarca estiveram reunidos na tarde desta segunda-feira, 25 de abril, para outro protesto, pois entendem ser uma distinção de classes tal medida.

A norma passou a vigorar oficialmente nesta segunda. Mas os servidores foram comunicados na semana passada. Informados sobre o ocorrido, Assojubs e o Sintrajus estiveram com Carlos Eduardo Andrade Sampaio, juiz diretor da Comarca, que argumentou ser uma orientação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, dispor apenas uma entrada/saída nos prédios por questão de segurança.

Os representantes propuseram, no intuito de minimizar a situação, deixar apenas um local para o acesso dos servidores pelo estacionamento (Rua Marrey Júnior), mas a sugestão não foi aceita pelos 20 juízes da Comarca, segundo informou Sampaio. A determinação veio após o ocorrido com uma juíza no Fórum do Butantã, quando um indivíduo invadiu o prédio e tentou atear fogo nela.

Além da questão do acesso diferenciado entre servidores e juízes, outro fato lembrado foi o da “novela” da instalação da climatização no prédio. A situação ainda não foi resolvida e a explicação é a mesma: a da reforma da cabine primária de energia, pois a rede está sobrecarregada e não comporta a instalação de novos aparelhos. Entra gestão, sai gestão e o impasse continua. E o calor também. E cada vez com temperaturas mais elevadas.Aqui a determinação soou entre os funcionários como segregação, uma atitude discriminatória entre servidores – pois parece ser os que oferecem risco à segurança do prédio – e os juízes e demais autoridades, que permanecem adentrando pelo mesmo lugar, sem alterações no protocolo. As mudanças são destinadas apenas para os funcionários.

“Esse absurdo tem que ser resolvido, nem que tenhamos que falar com o presidente do Tribunal”, declarou Michel Iorio Gonçalves, presidente da Assojubs. “O Tribunal usa de modernidade, com o #somostjsp, mas, na prática, segue com a separação existente no passado. O que temos aqui é uma divisão de castas”, acrescentou.

O abaixo-assinado contra a Portaria Conjunta nº 01/2016 segue percorrendo os cartórios para novas rubricas contra a deliberação da Diretoria do Fórum.