Assembleia define construção da greve sanitária no Judiciário Paulista

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Na manhã desta terça-feira, 28 de julho, mais uma Assembleia dos Judiciários foi realizada, de forma virtual, por aplicativo e transmissão em redes sociais, no intuito de discutir a construção e organização da greve sanitária ou ambiental deliberada pela maioria dos servidores em assembleia anterior (24/7).

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) impôs a volta dos servidores ao trabalho nos fóruns, mesmo sem o controle da transmissão da COVID-19 no Estado, que segue apresentando números crescentes de contaminação pelo vírus. Uma decisão sem discussão com a categoria e muito menos com os representantes, que encaminharam inúmeros ofícios solicitando reunião e sem respostas.

A greve sanitária ou ambiental é pela preservação da vida. Não é a recusa do servidor em trabalhar, pelo contrário, pois o trabalho remoto (home office) se mantém. A greve sanitária ou ambiental tem o objetivo de garantir a segurança do funcionário e do público atendido.

Regina Helena Assis, presidente da Assojubs, ressaltou que essa greve é diferente. E apesar das dificuldades enfrentadas pelos servidores durante a pandemia, com muitos sem condições de fazer o home office por variados motivos, a representante fez um apelo para que repensem a adesão e que tenham sensibilidade e cuidado com eles mesmos: “É hora de pensar primeiro em sua vida e de seus familiares”.

A diretora de organização política e sindical da Assojubs, Catarina Lutfi Morgado, também enfatizou o fato de ser uma greve diferente do que a categoria está habituada. Ela reforçou sobre a atitude irresponsável do Tribunal em trazer os funcionários aos fóruns sem adaptação nos locais de trabalho e disponibilizando máscaras que não cobrem o nariz e queixo ao mesmo tempo.

Antes das deliberações, Fernanda Villas Boas, 1ª secretária da Assojubs, esclareceu aos servidores que possuem dúvidas em relação à greve sanitária ou ambiental para que procurem a Assojubs, o Sintrajus ou suas entidades visando obter orientações e respaldo.

E haverá intensificações nos prédios para fiscalizar as condições de trabalho aos funcionários que estiverem na atividade presencial e para informar acerca da greve sanitária ou ambiental, segundo Michel Iorio Gonçalves, coordenador do Sintrajus e conselheiro da Assojubs.

Ficou definido o seguinte ao final da Assembleia:

– Nova Assembleia virtual na sexta-feira, 31 de julho, às 10 horas;

– Notas de repúdio às manifestações da OAB Santos e advogada de Taquaritinga, ofensivas aos servidores;

– Ida ao Fórum João Mendes nesta quarta-feira, 29 de julho, para tentar uma reunião com a Presidência do Tribunal de Justiça;

– Comunicação sobre a greve sanitária no Fórum Criminal da Barra Funda (Complexo Judiciário Ministro Mario Guimarães);

– Análise dos Departamentos Jurídicos das entidades acerca de medidas conjuntas.

Formulário de adesão à greve: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSczOLya1myGxwg55OAg0BR9iFOx50Z5CK8uz64RKXQmr0s8Aw/viewform

Formulário sobre as condições no seu local de trabalho, em caso de ameaça ou assédio: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfnviVQjCEdVGXiZo80qzdp_Ba4PN6f9WBoHk7B-GPaTPaw3w/viewform