Cubatão pede socorro! Em ato, servidores reivindicam segurança e melhores condições de trabalho

Os servidores da Comarca de Cubatão pedem socorro e querem segurança para desempenhar seus ofícios diariamente. E diante da demora por parte do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) em resolver os problemas da falta de condições de trabalho no Fórum, nesta terça-feira, 2 de abril, a Assojubs e o Sintrajus estiveram com os funcionários em um protesto à entrada do prédio.

Rachaduras por todos os lados e água dentro dos cartórios quando chove. Para demonstrar a indignação pela falta de condições de trabalho e expor à população as mazelas que enfrentam durante a prestação de serviço, os servidores estiveram mobilizados no intuito de chamar a atenção para um cenário que se arrasta há anos. Vale lembrar quer um ato semelhante já ocorreu em 2014 pelos mesmos problemas, que perduram até hoje.


Além das rachaduras, foi verificado durante o protesto que falta água nos bebedouros e banheiros. E ainda há a reforma do piso do Salão do Júri, cuja obra está suspensa desde 2017, pois a empresa responsável declinou do serviço por causa da solicitação de uma alteração no layout do local.

Com receio da situação, que apresenta risco não somente para os funcionários, mas para os que por ali passam todo dia (população, advogados), os servidores decidiram que é a hora de dar um basta e denunciaram o que vem ocorrendo no Fórum de Cubatão. Um caso semelhante acontece no Fórum de Santo Amaro, na Capital, que possui inúmeras rachaduras, visíveis até na fachada do prédio. E assim como feito pelos servidores de são Paulo, que relataram para a rádio CBN, aqui na Baixada a mídia também soube do descaso que o TJ trata seus funcionários, pois teve cobertura da imprensa a mobilização.


Engenheiros civis do Tribunal de Justiça já estiveram em Cubatão vistoriando o prédio, mas um parecer ainda não foi emitido. Regina Helena Assis, presidente da Assojubs, repassou aos servidores as informações obtidas junto ao Departamento Jurídico da associação: “Deverá ser aberto um procedimento para averiguação da denúncia e o Fórum deverá ser notificado sobre o assunto. A Defesa Civil vai apurar as condições do imóvel e nesta quarta, dia 3 de março, está prevista uma reunião sobre o tema”.


Ao final do ato os funcionários ficaram posicionados à entrada do Fórum de mãos dadas e segurando uma faixa com os dizeres “Cubatão pede socorro” e clamando por segurança.

Presentes ao protesto também Claudia Damião e Sidnei Dalla Marta, vice-presidente e tesoureiro da Assojubs, e Michel Iorio Gonçalves, coordenador geral do Sintrajus.